Poesia 3

observações noturnas 1

nenhum som na cidade escura, nas ruas só a solidão passeia,
o carro passa, o bêbado tropeça, o casal discute,
todos sozinhos.
os jovens festejam, a família dorme, a puta fode, acompanhados da solidão eterna e onipresente.
alguém grita no vazio, e as sirenes tocam, um invisível acende uma vela.
a vida, então, se apaga e
a família chora, os jornais escrevem e o idealista da inocência virgem protesta o que
ninguém viu. 
as boates estão cheias de luxúria, mentiras, vazio e lágrimas, 
tais quais as igrejas.
uma garota foi drogada, uma criança enganada – ambas violadas – e
                                             ninguém viu 
                                             ninguém sabe 
                                             ninguém liga.
a vida é curta - tanto que a de alguns chegou ao fim enquanto você lê essas palavras, 
talvez a sua seja a próxima cortina a se fechar.
no espetáculo da vida, ao fim não se aplaude – 
se teme e se esquece.
reze bastante meu filho, agradeça a cada momento. se tornarás um de nós amanhã ou 
depois, se não fores antes levado ao esquecimento.]
esses são os banheiros da existência.
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