Poesia 1 e 2

apresentação

com seu ego etílico inflado
e armado com caneta e
pensamentos depravados
ele compartilha seus indiscriminados
desesperos e desatinos.

 

quando não se dorme

lua – taciturna e indiferente lua – que mantém a sanidade da noite
observa
observa e ilumina este corpo estirado e embebido em vinho
corpo que chove de saudade por sua amada perdida
amada que nunca me amou amando outro amor

ajuda-me a dormir a abandonar a vigília mais uma vez
pois quero sonhar
pois em sonho ela me visita
iludi
ama

nesse outro mundo surreal em que as pessoas vêm e vão
nascem e morrem para poder acordar
mundo em que frases mudas são interrompidas sem aviso
as leis e a lógica inexistem

encontro-a sempre nesse mundo e realizo meus desejos impedidos ao despertar

agora somos duas ilusões nuas e pervertidas que se transformam em
um caralho e uma boceta em posições oníricas mergulhados no mar da ilusão cósmica]

que se transformam em um emaranhado de luxúria cruelmente interrompido pelo amanhecer inevitável]

acordo e estou vivo ainda
sozinho na solidão mais forte – a companhia do sol
vivo
a vigília como uma sala de espera para a próxima
ilusão

*

Como algumas das poesias do blog antigo não vão sobreviver, não colocarei referência às datas e links das suas postagens originais, até porque ia levar uma vida pra eu achar tudo. Estou tirando as poesias do manuscrito que eu preparei há pouco tempo e que dificilmente será publicar, na ordem e forma em que elas estão apresentadas nele.

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